A comunidade católica de Dourados e Douradina, no Mato Grosso do Sul, enfrenta uma onda de comoção e indignação após o brutal assassinato do padre Alexsandro da Silva Lima, encontrado morto na tarde de sábado (15). O corpo do religioso, enrolado em um tapete e abandonado ao lado de uma área de mata no Distrito Industrial, apresentava ferimentos provocados por golpes de martelo e facadas.
Segundo as investigações da Polícia Civil, o crime ocorreu durante um latrocínio — roubo seguido de morte — na casa onde o padre morava, no Jardim Vival dos Ipês. O principal suspeito é Leanderson de Oliveira Junior, de 18 anos, que estaria acompanhado de um adolescente de 17 anos no momento da ação criminosa.

As apurações revelam ainda detalhes chocantes: logo após o crime, Leanderson e o adolescente chamaram um jovem identificado como João Vitor, de 18 anos, e duas meninas de 17 anos para limpar a casa e tentar eliminar vestígios do assassinato. As adolescentes teriam jogado areia sobre a grama para encobrir marcas de sangue e, segundo a polícia, também furtaram objetos pertencentes ao padre.
Enquanto isso, Leanderson e o menor colocaram o corpo no carro da própria vítima, um Jeep Renegade, e o levaram ao local onde foi encontrado.
Prisões e contradições
A investigação avançou rapidamente após o celular do padre ser encontrado no bairro Jardim Canaã I. Durante a madrugada, equipes do SIG (Setor de Investigações Gerais) localizaram o veículo do religioso com dois homens, que acabaram detidos e confessaram participação no crime.
Leanderson admitiu ser o autor direto do assassinato. Já o adolescente apreendido afirmou ter apenas ajudado a ocultar o corpo. As versões apresentadas pelos envolvidos divergem, o que dificulta a definição exata do papel de cada um na sequência de crimes.
Crime brutal e motivação por roubo
O delegado Lucas Albé Veppo, responsável pelo caso, confirmou que o crime foi motivado pelo roubo. Além do carro, os suspeitos levaram dinheiro, joias, o relógio do padre e outros pertences.

A morte violenta do religioso causou forte comoção entre fiéis e moradores de Dourados e Douradina, cidades onde o padre Alexandro exercia seu ministério. O sentimento predominante é de tristeza, revolta e insegurança diante da brutalidade do ocorrido.
Os envolvidos seguem sob custódia, enquanto a Polícia Civil continua aprofundando as investigações para esclarecer por completo a dinâmica do crime e responsabilizar todos os participantes.

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