De acordo com informações publicadas pelo site Ilha de Notícias, áudios enviados por Carmen de Oliveira Alves, de 26 anos, a uma amiga, revelam que a jovem vinha sofrendo ameaças do namorado, Marcos Yuri Amorim, meses antes de desaparecer. As mensagens de voz, obtidas pelo site Ilha de Notícias, foram gravadas em março deste ano. Carmen está desaparecida desde o dia 12 de junho.
Três meses após o sumiço, a Polícia Civil passou a tratar o caso como feminicídio, mesmo sem o corpo ter sido localizado. Marcos Yuri Amorim e o policial militar ambiental da reserva, Roberto Carlos Oliveira — apontado como amante de Yuri —, foram indiciados e presos no dia 10 de julho.
Nos áudios enviados à amiga, Carmen demonstra medo e relata ameaças diretas:
“Acho que ele pode fazer isso, tá? Ele tem arma, tem as coisas. Falou que vai me matar e me jogar no rio, que ninguém vai nem achar.”
“Tivemos uma briga bem séria, e ele me ameaçou de morte (…) Eu não duvido nada do Yuri.”
“Amiga, eu quero falar uma coisa muito séria com você (…) Se acontecer alguma coisa comigo, saiba que foi o Yuri, tá? Só isso.”
As gravações foram entregues à polícia no dia 16 de junho, quatro dias após o desaparecimento de Carmen.
Indiciamentos
Segundo o inquérito policial, Marcos Yuri Amorim e Roberto Carlos Oliveira foram indiciados por feminicídio, ocultação de cadáver, supressão de documento e fraude processual. Além disso, o policial da reserva também responderá por falso depoimento, por ter mudado sua versão inicial durante as investigações.
Outras três pessoas também foram indiciadas por envolvimento no crime:
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Wellington Fernando Ramires Adorno – favorecimento pessoal, supressão de documentos e fraude processual;
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Estéfani Pereira Guimarães – falso testemunho;
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Paulo Henrique Messa – ocultação de cadáver, falso testemunho e favorecimento pessoal.
Segundo o delegado responsável pelo caso, os indiciamentos foram baseados em depoimentos e na análise de quebras de sigilo telefônico e bancário, autorizadas pela Justiça. Embora o inquérito aponte a existência de um feminicídio, Wellington, Estéfani e Paulo responderão em liberdade, por não terem ligação direta com o homicídio.
O inquérito foi concluído e já está nas mãos do Ministério Público, que agora avaliará se oferece denúncia formal contra os envolvidos.

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