Ilha Solteira passou a integrar a lista de municípios em estado de alerta para uma possível epidemia de dengue em 2026, sobretudo nos períodos de maior volume de chuvas. O sinal de atenção foi emitido pela Vigilância Epidemiológica após a divulgação do resultado da última Avaliação de Densidade Larvária (ADL), realizada em outubro de 2025, que apontou um índice de 2,17%, considerado elevado e preocupante.
A ADL é um importante instrumento da vigilância entomológica e tem como finalidade monitorar a presença do mosquito Aedes aegypti, vetor da dengue e de outras arboviroses. O trabalho é feito por meio da inspeção de imóveis escolhidos por amostragem em diferentes regiões da cidade, permitindo identificar e contabilizar recipientes que apresentem larvas do mosquito.
Diante da possibilidade de aumento no número de casos, a Secretaria Municipal de Saúde reforça que, além das ações voltadas à eliminação dos focos do vetor, é essencial ampliar a cobertura vacinal contra a dengue, principalmente entre crianças e adolescentes. A vacina é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para o público de 10 a 14 anos, seguindo orientação do Ministério da Saúde.
O esquema de vacinação é composto por duas doses, aplicadas com intervalo de três meses. Especialistas destacam que a imunização é uma ferramenta fundamental para reduzir a gravidade dos casos, diminuir internações e óbitos e contribuir para a prevenção de surtos e epidemias.
Mesmo com o imunizante disponível, a cobertura vacinal em Ilha Solteira ainda está abaixo do ideal. A estimativa é de que o município tenha 1.457 crianças e adolescentes na faixa etária indicada. Desse total, somente 361 receberam a primeira dose da vacina, o que corresponde a 24,78%. Já a imunização completa, com as duas doses, foi finalizada por apenas 151 pessoas, representando 10,36% do público-alvo.
A Secretaria de Saúde alerta que a baixa adesão à vacinação aumenta significativamente o risco de propagação da dengue e reforça o apelo aos pais e responsáveis para que levem crianças e adolescentes às Unidades de Saúde para se imunizarem.
Além da vacinação, o município enfatiza a importância de manter ações preventivas permanentes, como eliminar recipientes que acumulem água, manter quintais e caixas-d’água limpos e permitir o acesso dos agentes de saúde às residências para orientações e vistorias.
De acordo com a Vigilância Epidemiológica, o combate efetivo à dengue depende da união de esforços entre o poder público e a população, integrando vacinação, prevenção e conscientização como estratégias indispensáveis para proteger a saúde coletiva.



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