A Polícia Civil de São José do Rio Preto prendeu, na última sexta-feira (31), um homem de 28 anos apontado como o principal suspeito de um homicídio que chocou a população pela violência empregada. Além das investigações por homicídio e ocultação de cadáver, o caso passou a ser apurado também sob a hipótese de feminicídio.
A identidade da vítima ainda não foi confirmada oficialmente. Segundo a principal linha investigativa, trata-se de uma mulher em situação de rua, informação que segue sendo apurada pelas autoridades.
Conforme os primeiros levantamentos da perícia, o crime teria ocorrido entre a noite de quinta-feira (23) e a sexta-feira (24), no interior da residência do investigado. Os laudos definitivos ainda deverão esclarecer a causa da morte, não estando descartadas hipóteses como estrangulamento, esfaqueamento ou corte na região do pescoço.
As investigações apontam que a agressão teria começado no quarto da casa e prosseguido até a cozinha, onde o corpo teria sido esquartejado. Posteriormente, partes do cadáver foram descartadas em duas lixeiras localizadas entre 600 e 800 metros do imóvel.
Entre os restos mortais encontrados pela polícia estão a cabeça, partes do tórax, trechos dos membros inferiores e dos antebraços. Até o momento, as mãos da vítima e as facas que teriam sido utilizadas no crime ainda não foram localizadas.
Durante entrevista coletiva concedida no sábado (1º), o delegado responsável pelo caso informou que o suspeito teria adotado diversas medidas para tentar ocultar os vestígios do crime. Segundo a investigação, após o homicídio ele saiu da residência para comprar cerveja e, ao retornar, lavou o imóvel e pintou as paredes com o objetivo de eliminar manchas de sangue e dificultar o trabalho da perícia.
A identificação do investigado ocorreu após a análise de imagens de câmeras de segurança e outras diligências conduzidas pela Polícia Civil. Na residência, peritos utilizaram luminol, técnica que revelou vestígios de sangue ocultos. Também foram apreendidos roupas, objetos pessoais e uma mochila que poderá ter sido utilizada no transporte das partes do corpo.
Ainda conforme a Polícia Civil, o suspeito relatou informalmente aos investigadores que conheceu a vítima poucos dias antes do crime e que a levou para sua residência. As autoridades também apuram se houve violência sexual, hipótese que poderá resultar em novos enquadramentos criminais, caso seja confirmada pelos exames periciais.
O homem permanece preso temporariamente por 30 dias, prazo que pode ser prorrogado pela Justiça. Ele deverá prestar depoimento formal no decorrer das investigações, que seguem em andamento para esclarecer todas as circunstâncias do crime.
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