Um manifesto em defesa da vida e da saúde pública, assinado por Fernando Bockss Severino, chamou atenção da comunidade nesta semana ao denunciar a situação de abandono e reprodução descontrolada de gatos no entorno e dentro das dependências da Legião Mirim / Programa Guri.
Segundo o texto, mais de 20 animais — entre gatos adultos e filhotes — vivem atualmente no local, sem assistência adequada, dependendo exclusivamente do esforço de cuidadores voluntários, descritos como “verdadeiros anjos de rua”.
O manifesto alerta que a situação não se trata apenas de um problema de bem-estar animal, mas também de saúde pública e responsabilidade social. “Isso aqui não é fofura. É vida. É saúde pública. É responsabilidade social”, reforça o autor.
Risco à saúde das crianças
A preocupação central está no convívio direto entre os animais e as crianças atendidas pela instituição. O documento destaca que o ambiente escolar e de formação precisa ser seguro e saudável, lembrando que animais desassistidos podem transmitir doenças, parasitoses e zoonoses.
“Ambiente saudável não é luxo, é obrigação. Animais desassistidos podem transmitir doenças que afetam diretamente a saúde das crianças. Não é terrorismo, é apenas ciência básica”, aponta o texto.
Cobrança por políticas públicas
O manifesto questiona a ausência de políticas públicas contínuas de controle populacional e de acolhimento animal no município. Entre as cobranças, estão:
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Programa municipal de castração contínua;
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Ações sistemáticas da vigilância sanitária e controle de zoonoses;
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Recursos para acolhimento e cuidado digno dos animais abandonados;
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Legislação prática por parte da Câmara de Vereadores.
Reconhecimento à ONG local
O texto também elogia o trabalho da ONG Toca dos Gatos, que atua de forma voluntária e com poucos recursos, realizando castrações, tratamentos e acolhimentos de animais abandonados. O manifesto defende que o poder público deixe de depender apenas do voluntariado e passe a financiar e estruturar programas permanentes de cuidado animal.
Chamado à ação
Encerrando o texto, Fernando Bockss Severino faz um apelo firme e direto às autoridades e à sociedade:
“Prefeitura, precisamos de um programa municipal de castração contínua.
Vereadores, precisamos de legislação prática, não discursos vazios.
Vigilância sanitária e zoonoses, precisamos de atuação ativa, não apenas reativa.
Sociedade, precisamos parar de fingir que abandono é problema do outro.”
O manifesto conclui com uma mensagem de urgência e solidariedade:
“Se tem criança no espaço, tem que ter cuidado.
Se tem vida no espaço, tem que ter dignidade.
A gente não está pedindo favor. Está cobrando aquilo que é dever público: responsabilidade, cuidado e ação.”
Com o documento, o autor e apoiadores esperam mobilizar o poder público e a comunidade para enfrentar o problema de forma ética, sustentável e contínua, garantindo dignidade aos animais e segurança às crianças.
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