Pereira Barreto recebeu, na sexta-feira, 14 de agosto, cientistas e pesquisadores da UNESP e de outras universidades para um encontro voltado à discussão dos avanços relacionados ao uso medicinal da cannabis.
A iniciativa reuniu especialistas e profissionais para compartilhar conhecimentos, esclarecer dúvidas e apresentar informações baseadas em estudos científicos sobre a utilização terapêutica de medicamentos à base de canabinoides.
De acordo com as informações divulgadas sobre o encontro, esse tipo de tratamento já é uma realidade para pacientes de Pereira Barreto. Os medicamentos podem ser utilizados, conforme indicação e acompanhamento médico, em tratamentos relacionados a condições como epilepsia, crises convulsivas, dores crônicas e doenças neurodegenerativas.
O debate também buscou ampliar o conhecimento da população sobre o tema e discutir o uso terapêutico da cannabis a partir de informações científicas e técnicas.
Pereira Barreto se destaca na região por promover uma discussão institucional sobre o assunto e por disponibilizar, dentro da rede pública de saúde, medicamentos à base de canabinoides gratuitamente aos pacientes que se enquadram nos critérios estabelecidos para o tratamento.
A iniciativa coloca em evidência o debate sobre novas alternativas terapêuticas e sobre a ampliação do acesso da população a tratamentos que podem ser indicados por profissionais da saúde.
Ilha Solteira também possui lei sobre o tema
Em Ilha Solteira, a discussão sobre o fornecimento de medicamentos à base de cannabis medicinal também avançou no âmbito do Poder Legislativo.
O Projeto de Lei nº 69/2025, de autoria do vereador Alessandro Rodrigues, conhecido como Tomate, propôs a criação de uma política voltada ao fornecimento gratuito de medicamentos à base de cannabis medicinal para pacientes do município.
A proposta foi aprovada por unanimidade pela Câmara Municipal em dezembro de 2025. Posteriormente, o prefeito Rodrigo Kokim vetou integralmente o projeto, apresentando justificativas relacionadas, entre outros pontos, à competência para a iniciativa da legislação e aos possíveis impactos administrativos e financeiros.
No entanto, o veto voltou para análise dos vereadores e foi apreciado pela Câmara Municipal em 2 de março de 2026. Na ocasião, os parlamentares rejeitaram o veto por oito votos a um.
Com a derrubada do veto, o texto foi promulgado pelo presidente da Câmara e passou a vigorar como a Lei nº 2.768/2026, relacionada à distribuição gratuita de medicamentos à base de cannabis medicinal nas unidades de saúde do município.
Os dois casos demonstram que o tema vem sendo discutido em diferentes municípios da região, envolvendo questões relacionadas à saúde pública, ao acesso dos pacientes aos tratamentos, à legislação e à utilização terapêutica de medicamentos derivados de canabinoides.
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