SÃO JOSÉ DO RIO PRETO - A Polícia Civil confirmou que o corpo esquartejado encontrado em diferentes pontos de São José do Rio Preto pertence a uma mulher. A informação foi divulgada após a conclusão dos primeiros exames realizados no Instituto Médico Legal (IML), que também apontaram que a vítima apresentava diversas perfurações na região do tórax e já estava morta havia aproximadamente 72 horas quando os restos mortais começaram a ser localizados.
Até o momento, a identidade da vítima ainda não foi confirmada pelas autoridades.
O caso teve início na segunda-feira (27), quando um funcionário de uma marmitaria foi descartar lixo em uma lixeira localizada no Parque Estoril e percebeu um forte odor vindo do compartimento. Ao verificar a origem do cheiro, encontrou um pé humano e acionou a Polícia Militar.
Com a chegada das equipes policiais, novas buscas foram realizadas na área. Além do primeiro membro encontrado, outras partes do corpo foram localizadas em sacos de lixo depositados em uma segunda lixeira, situada a cerca de dez metros do primeiro ponto.
Ainda durante o atendimento da ocorrência, policiais levantaram a hipótese de que a vítima fosse do sexo feminino ao observarem que um dos pés e uma das mãos encontrados apresentavam unhas pintadas com esmalte vermelho. A suspeita foi posteriormente confirmada pelos exames necroscópicos.
As diligências prosseguiram ao longo do dia e, após uma nova denúncia feita por moradores, equipes policiais localizaram outra parte do corpo nas proximidades de um campo de futebol, no cruzamento das ruas Aerópago de Itambé e Dom Azeredo Coutinho. O local foi isolado para o trabalho da perícia após relatos de forte odor na região.
A investigação está sendo conduzida pela Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic), sob coordenação do delegado André Amorim. Paralelamente, a Polícia Científica realiza exames para tentar identificar a vítima.
Segundo o perito Rodrigo Montes, os trabalhos incluem a coleta de impressões digitais e de material genético, procedimentos considerados fundamentais para a confirmação da identidade da mulher.
Os restos mortais permanecem no Instituto Médico Legal, onde novos exames deverão contribuir para esclarecer a dinâmica do homicídio, determinar as circunstâncias da morte e auxiliar na identificação da vítima.
Enquanto a Polícia Científica concentra esforços na identificação da mulher, a Divisão de Homicídios da Deic segue investigando a autoria, a motivação e todas as circunstâncias do crime, que chamou a atenção pelo elevado grau de violência e pela forma como os restos mortais foram ocultados em diferentes pontos da cidade.
As investigações continuam, e até o momento não foram divulgadas informações sobre suspeitos ou prisões relacionadas ao caso.
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Fonte/Créditos: Samir Cesar / Tanabi Noticias
Créditos (Imagem de capa): Samir Cesar / Tanabi Noticias

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