ARAÇATUBA - Uma investigação da Polícia Civil de Araçatuba ganhou um novo capítulo após uma mãe e uma filha procurarem novamente as autoridades para relatar uma suposta cobrança irregular de dívida. O caso envolve uma denúncia de possível extorsão relacionada a uma cobrança atribuída a um agiota e segue em apuração.
De acordo com o registro policial, o novo episódio ocorreu na tarde da última quarta-feira (15), quando dois homens teriam ido até a residência da família, em Araçatuba, para realizar uma cobrança e tentar obter a assinatura de um documento denominado “Confissão de Dívida”.
Segundo o relato apresentado à polícia, os homens chegaram ao imóvel utilizando uma motocicleta e afirmaram representar uma pessoa responsável pela cobrança do débito. A aposentada, de 58 anos, teria questionado o conteúdo do documento apresentado e se recusado a assiná-lo.
Ainda conforme as informações registradas no boletim de ocorrência, a mulher informou aos visitantes que já havia procurado a polícia anteriormente para denunciar supostas cobranças abusivas relacionadas à mesma dívida.
Um dos homens teria demonstrado surpresa ao tomar conhecimento da denúncia já registrada, enquanto o outro teria continuado a negociação. Segundo o relato das vítimas, esse homem afirmou que teria sido contratado para auxiliar na recuperação do valor devido e que receberia uma porcentagem caso o acordo fosse concluído.
Investigação busca esclarecer circunstâncias
A Polícia Civil informou que o novo relato foi registrado como complemento ao boletim de ocorrência aberto anteriormente e será analisado pelos investigadores responsáveis pelo caso.
As vítimas também informaram que imóveis próximos possuem câmeras de monitoramento voltadas para a rua. As imagens poderão ser solicitadas pela polícia para auxiliar na identificação dos envolvidos e na reconstrução da dinâmica dos fatos.
Entenda a denúncia inicial
O caso começou a ser investigado após um registro feito no dia 1º de junho, quando a aposentada e sua filha, uma psicóloga de 36 anos, relataram ter contraído um empréstimo no início de 2024 no valor de aproximadamente R$ 41,9 mil com uma pessoa apontada por elas como agiota.
Conforme declarado pelas vítimas, o acordo teria envolvido cobrança de juros mensais de 6%. Elas afirmaram que, após dificuldades financeiras no final de 2025, deixaram de conseguir cumprir os pagamentos e passaram a receber cobranças frequentes.
Segundo a denúncia, as cobranças teriam evoluído para situações consideradas pelas vítimas como ameaçadoras e pressões para assinatura de documentos relacionados à dívida.
Casos semelhantes são investigados na região
A Polícia Civil mantém outras investigações relacionadas a possíveis práticas de agiotagem e cobranças consideradas abusivas em municípios da região Noroeste Paulista.
Entre os casos já apurados estão denúncias envolvendo cidades como General Salgado, Pereira Barreto, Andradina, Sud Mennucci e Suzanápolis, onde relatos de cobranças ilegais de juros e métodos de pressão também foram encaminhados às autoridades.
O Portal Noroeste Paulista ressalta que os fatos relatados são baseados em registros policiais e denúncias apresentadas pelas partes envolvidas. As responsabilidades serão definidas após a conclusão das investigações e eventual manifestação do Poder Judiciário.
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Fonte/Créditos: SUD NEWS
Créditos (Imagem de capa): SUD NEWS

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