ELDORADO - Nem mesmo o descanso após a morte foi respeitado em um caso que vem causando indignação e perplexidade. O túmulo de Vera Lúcia da Silva, de 41 anos, foi violado apenas três dias após seu sepultamento, no cemitério de Eldorado, em Mato Grosso do Sul. A vítima havia sido assassinada pelo ex-marido diante da própria filha, tornando-se a décima mulher vítima de feminicídio no estado em 2026.
A Polícia Civil investiga a suspeita de que o corpo tenha sido alvo de um ato de necrofilia, crime caracterizado por práticas envolvendo cadáveres. A violação foi descoberta na manhã de quarta-feira (15), quando autoridades foram acionadas após a constatação de que o túmulo havia sido aberto.
Em nota oficial, a corporação confirmou a gravidade do caso e informou que, durante as primeiras diligências, surgiram indícios de um possível ato ilícito envolvendo o corpo, hipótese que será analisada por meio de perícia técnica.
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As investigações buscam esclarecer se o responsável pela violação possui alguma relação com o feminicídio ou se agiu de forma isolada, possivelmente com acesso a informações sobre o caso.
A morte de Vera Lúcia ocorreu na noite do último domingo (12). Segundo a polícia, ela foi assassinada pelo ex-companheiro, Valdecir Caetano dos Santos, de 56 anos, com quem teve um relacionamento marcado por episódios de violência doméstica. Mesmo separados há oito anos, o histórico de abusos terminou de forma trágica.
O crime aconteceu na presença da filha do casal, de apenas 9 anos, que presenciou a mãe ser atingida por disparos de arma de fogo. Após o homicídio, o autor tirou a própria vida no quintal da residência.
A Polícia Civil informou que o caso está sendo tratado com prioridade e que trabalha para identificar o responsável pela violação do túmulo, esclarecer as circunstâncias e responsabilizar criminalmente os envolvidos.
Até o momento, não há suspeitos presos. O episódio gerou forte comoção e revolta na comunidade, que cobra respostas e justiça diante de um caso que ampliou ainda mais a dor causada por um crime já marcado pela violência.
Fonte/Créditos: Ta na Mídia Naviraí e Redes Sociais
Créditos (Imagem de capa): Ta na Mídia Naviraí e Redes Sociais
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