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Segunda-feira, 08 de Junho 2026
Notícias/ILHA SOLTEIRA

Vigilância Epidemiológica de Ilha Solteira destaca avanços no combate aos escorpiões e reforça a importância da prevenção dentro dos imóveis

Com 427 notificações em 2025, setor alerta que não existe solução imediata ou produto milagroso e que o controle efetivo depende da corresponsabilidade entre poder público e população

Vigilância Epidemiológica de Ilha Solteira destaca avanços no combate aos escorpiões e reforça a importância da prevenção dentro dos imóveis
Equipe Reportagem Portal Noroeste Paulista
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A chefe do Setor de Vigilância Epidemiológica da Estância Turística de Ilha Solteira, Eliana Aparecida da Silva, concedeu nesta semana uma entrevista exclusiva à equipe de reportagem do Portal Noroeste Paulista para falar sobre as ações desenvolvidas ao longo de 2025 no enfrentamento aos escorpiões no município. O trabalho, segundo ela, tem sido marcado pelo fortalecimento das campanhas de conscientização, pelo monitoramento das áreas de maior incidência e, principalmente, pelo incentivo à mudança de hábitos dentro das residências.

De acordo com Eliana, as campanhas realizadas durante o ano apresentaram resultados positivos, especialmente após ocorrências ou denúncias envolvendo a presença de escorpiões.

“Observamos que a população está mais atenta aos riscos e aos cuidados básicos dentro dos imóveis”, destacou.

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Ela explicou que os moradores têm demonstrado maior conhecimento sobre a quem recorrer ao avistar um escorpião, seja entrando em contato com seu Agente de Saúde ou diretamente com a Vigilância. Em casos de picada, a orientação é procurar imediatamente o Pronto-Socorro.

Apesar dos avanços, o setor ainda enfrenta um desafio: uma pequena parcela da população continua acreditando que o controle dos escorpiões deve ser feito exclusivamente pelo poder público, principalmente por meio da aplicação de inseticidas. Eliana reforçou que não há comprovação técnica nem recomendação da CCD (Coordenadoria de Controle de Doenças) para o uso de inseticidas no combate aos escorpiões. “A prevenção depende, principalmente, do manejo ambiental e de mudanças de hábitos dentro dos imóveis”, afirmou.

As áreas com maior incidência de escorpiões no município estão diretamente ligadas a fatores ambientais e urbanos. Entre eles, estão a proximidade de cemitérios, que oferecem abrigo e matéria orgânica; bairros novos ou em expansão, onde o manejo ambiental nem sempre é realizado de forma adequada; obras em andamento, que deslocam os animais de seus abrigos naturais; além de regiões com acúmulo de lixo, entulho e matéria orgânica, que atraem insetos como baratas, principal fonte de alimento dos escorpiões.

O setor mantém um mapeamento contínuo dessas áreas, utilizando dados de notificações, denúncias e atendimentos, o que permite direcionar ações mais eficazes e preventivas.

Em 2025, foram registradas 427 notificações relacionadas ao aparecimento de escorpiões no município, deste total registrado estão considerados (as notificações por telefone, casos atendidos de moradores de Ilha Solteira no Pronto Socorro local, casos de atendimentos de moradores das cidades vizinhas também no Pronto Socorro local). Segundo Eliana, o aumento de relatos não é um fenômeno exclusivo de Ilha Solteira, mas foi observado em diversas cidades do Estado de São Paulo. Entre os fatores que contribuíram estão as condições climáticas favoráveis, como períodos prolongados de calor e chuvas irregulares, a expansão urbana, o acúmulo de entulhos e o aumento da população de insetos, especialmente baratas.

O aparecimento de mais de um escorpião dentro de uma mesma residência é considerado um sinal de alerta. Isso geralmente indica que o imóvel ou seu entorno apresenta condições favoráveis para abrigo e alimentação desses animais. As principais causas incluem acesso pela rede de esgoto e hidráulica, ralos e caixas de gordura sem vedação, frestas em pisos e paredes, presença de insetos e acúmulo de entulhos no quintal ou áreas próximas.

Nesses casos, a orientação é redobrar os cuidados, instalar telas em ralos, manter sifões com fecho hídrico, vedar frestas, controlar insetos e manter o ambiente sempre limpo e organizado.

Entre as principais recomendações à população para evitar o aparecimento de escorpiões estão:

  • manter quintais e áreas internas limpos,
  • evitar o acúmulo de lixo e matéria orgânica,
  • instalar telas de proteção em ralos,
  • vedar caixas de inspeção e gordura,
  • fechar frestas em paredes e pisos,
  • controlar a presença de baratas,
  • não deixar roupas e calçados no chão e verificar sempre antes de usar.
  • Também é indicado manter camas afastadas das paredes e
  • permitir a entrada dos agentes de endemias para orientações e vistorias técnicas.

Eliana reforçou novamente que o uso de inseticidas não é eficaz no controle de escorpiões e pode, inclusive, fazê-los se deslocar para outros ambientes, aumentando o risco de acidentes.

Para 2026, o setor pretende intensificar ainda mais as ações educativas, ampliar as visitas domiciliares, fortalecer as campanhas informativas e integrar o trabalho com a Atenção Básica, agentes comunitários de saúde, escolas e outros setores do município. Outro foco será reforçar a responsabilidade compartilhada e combater o descarte irregular de lixo e entulhos.

Estão previstas ainda a manutenção e ampliação do mapeamento das áreas críticas, intervenções direcionadas, fortalecimento da comunicação com a população por meio das redes sociais e canais oficiais, capacitação contínua da equipe e maior atenção ao manejo ambiental no processo de implantação de novos loteamentos e expansão de bairros.

Ao encontrar um escorpião dentro de casa, o morador não deve tocá-lo com as mãos nem tentar capturá-lo. A eliminação deve ser feita de forma segura, sem uso de inseticidas. É fundamental comunicar o agente de saúde ou o setor de Vigilância para que seja agendada uma vistoria, não apenas na residência onde o animal foi encontrado, mas também nos imóveis do entorno.

O Setor de Endemias e Vetores de Ilha Solteira reforça que o combate aos escorpiões começa dentro das residências e depende diretamente da prevenção contínua e da colaboração dos moradores.

“Não existe solução imediata ou produto milagroso. Conforme as orientações técnicas da CCD, a medida mais eficiente é o manejo ambiental”, destacou Eliana.

Segundo ela, atitudes simples fazem toda a diferença: um quintal limpo, um ralo vedado e um imóvel bem cuidado reduzem significativamente o risco de acidentes. O poder público atua com orientação, monitoramento e ações técnicas, mas o sucesso do controle só é possível com a responsabilidade compartilhada entre setor público e comunidade.

“Com informação, comprometimento e união, é possível proteger as famílias, reduzir os riscos e tornar Ilha Solteira um município mais seguro para todos”, concluiu a chefe da Vigilância Epidemiológica.

O Portal Noroeste Paulista agradece a atenção concedida pela Chefe do Setor de Vigilância Epidemiológica da Estância Turística de Ilha Solteira, Eliana Aparecida da Silva, e também à Secretaria Municipal de Saúde, na pessoa da secretária Fabiana Aparecida Silva Belini, pela colaboração e disponibilidade em prestar esclarecimentos à população.

FONTE/CRÉDITOS: Equipe Reportagem Portal Noroeste Paulista
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Portal Noroeste Paulista

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