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Vigilância Epidemiológica destaca avanços e reforça papel da população no combate à dengue e chikungunya em Ilha Solteira

Em entrevista ao Portal Noroeste Paulista, setor de Endemias aponta que 90% dos focos do mosquito estão dentro das residências e alerta para a importância da prevenção diária

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Vigilância Epidemiológica destaca avanços e reforça papel da população no combate à dengue e chikungunya em Ilha Solteira
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A Redação de Reportagem do Portal Noroeste Paulista entrou em contato com a Chefe do Setor de Vigilância Epidemiológica da Estância Turística de Ilha Solteira, Eliana Aparecida da Silva, para conhecer como foram desenvolvidos, ao longo de 2025, os trabalhos de prevenção e combate à dengue e à chikungunya no município, bem como as principais dificuldades enfrentadas e as orientações repassadas à população.

SOBRE AS VISITAS PERIÓDICAS

De acordo com Eliana, o trabalho de campo realizado pelos agentes de endemias, por meio de visitas periódicas em residências e estabelecimentos comerciais, contou, de modo geral, com uma boa receptividade por parte dos moradores.

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“Os agentes foram bem recebidos e tivemos a colaboração da população, o que fortalece o trabalho de prevenção e vigilância no município”, destacou.

Ainda assim, houve alguns casos de resistência. Segundo a chefe do setor, o índice de recusa ficou abaixo de 10%.

“Quando isso acontece, acionamos o agente da micro área responsável, que realiza uma nova visita para orientar o morador e esclarecer a importância das ações de saúde”, explicou.

SOBRE OS CRIADOUROS

Em relação aos criadouros do mosquito Aedes aegypti identificados em 2025, Eliana informou que a maioria estava ligada ao acúmulo de água em materiais permanentes, recicláveis e descartáveis deixados a céu aberto. Entre os principais focos encontrados estão: baldes, garrafas e bacias com água parada; pratos de plantas; latas e embalagens diversas; caixas d’água ou tambores mal vedados; bebedouros de animais; barcos de pesca descobertos; pneus armazenados em quintais; além de plantas aquáticas.

Todos os recipientes que apresentaram larvas foram imediatamente eliminados, virados ou tratados pelas equipes, e os moradores receberam orientações sobre a forma correta de eliminar os criadouros.

“É fundamental que a população não mantenha objetos que possam acumular água parada”, reforçou.

Segundo o setor, a maior concentração de focos do mosquito está nas áreas residenciais, o que revela um problema de conscientização e cuidado com o ambiente doméstico. Eliana ressaltou que ainda existe a percepção, por parte de alguns moradores, de que a prevenção é responsabilidade exclusiva do poder público.

“Do portão para dentro, a responsabilidade é do munícipe. A colaboração da população é essencial”, frisou.

SOBRE O PERÍODO DE MAIOR RISCO

Sobre o período de maior risco, especialmente durante o verão, as férias e o aumento das chuvas, Eliana explicou que fatores como chuvas intensas, temperaturas elevadas, alta umidade do ar, desmatamento e urbanização desordenada contribuem significativamente para a proliferação do mosquito.

Nesse contexto, o setor de Endemias reforça orientações básicas e fundamentais à população, como:

  • Eliminar qualquer recipiente que possa acumular água parada, como pneus, vasos de plantas, garrafas, latas e baldes;

  • Manter caixas d’água sempre bem vedadas;

  • Limpar regularmente calhas, ralos, lajes, bandejas de ar-condicionado e de geladeira;

  • Não apenas trocar a água dos pets, mas lavar os bebedouros com bucha e sabão;

  • Evitar o acúmulo de entulhos, folhas e materiais descartáveis em quintais e terrenos;

  • Realizar o descarte correto do lixo, separando o orgânico do reciclável;

  • Substituir a água dos vasos de plantas por areia até a borda;

  • Manter ralos internos e externos limpos e, quando possível, com tela de proteção;

  • Permitir o acesso dos agentes de saúde e de endemias às residências;

  • Reservar ao menos 10 minutos por semana para vistoriar o imóvel e identificar possíveis criadouros.

O setor alerta que cerca de 90% dos focos do mosquito estão dentro das residências, reforçando que a prevenção começa dentro de casa e depende diretamente da atitude de cada morador.

SOBRE A VACINA CONTRA A DENGUE

Sobre a vacina contra a dengue, Eliana informou que o município já conta com o imunizante desde 2025. No Estado de São Paulo, a vacinação pelo Sistema Único de Saúde (SUS) segue a diretriz do Ministério da Saúde, sendo destinada, neste momento, à faixa etária de 10 a 14 anos. A divulgação das informações sobre critérios, cronograma e locais de vacinação ocorre por meio da mídia local, das redes sociais e dos agentes de saúde.

MENSAGEM FINAL À POPULAÇÃO

Ao deixar uma mensagem final à população, a chefe do setor foi enfática:
“O combate à dengue, chikungunya e demais arboviroses depende principalmente da colaboração diária da população. Nenhuma ação do poder público é suficiente sem a participação ativa dos moradores. Cada quintal cuidado é um foco a menos. Atitudes simples, como eliminar água parada, manter o imóvel limpo e permitir a entrada dos agentes, salvam vidas. O mosquito se prolifera dentro das residências, e por isso a prevenção começa em casa.”

Ela destacou ainda que a responsabilidade é compartilhada entre o poder público, os agentes e a comunidade.

“Com união, informação e comprometimento, é possível reduzir os casos, proteger famílias e manter Ilha Solteira mais segura e saudável para todos.”

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O Portal Noroeste Paulista agradece a atenção concedida pela Chefe do Setor de Vigilância Epidemiológica da Estância Turística de Ilha Solteira, Eliana Aparecida da Silva, e também à Secretaria Municipal de Saúde, na pessoa da secretária Fabiana Aparecida Silva Belini, pela colaboração e disponibilidade em prestar esclarecimentos à população.

Fonte/Créditos: Redação Reportagem Portal Noroeste Paulista

Créditos (Imagem de capa): Redação Reportagem Portal Noroeste Paulista

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