O número de atropelamentos de animais em Andradina cresce de forma preocupante — mas o que mais revolta não é apenas o acidente em si, e sim a atitude de muitos motoristas após o impacto: a omissão.
Diariamente, animais são encontrados feridos, em estado grave, agonizando nas vias públicas após serem simplesmente abandonados por quem os atropelou. Em muitos casos, o sofrimento poderia ser significativamente reduzido com uma atitude básica: parar e buscar ajuda imediata. Em vez disso, o que se vê é o descaso. Alguns desses animais acabam morrendo sem qualquer tipo de assistência.
Dados do Departamento de Proteção Animal revelam que, somente em 2026, até o dia 15 de abril, cerca de 20 casos de atropelamentos foram atendidos. Os números incluem tanto animais de rua quanto aqueles que possuem tutores, sendo a maioria com fraturas graves. E há um agravante: esse total representa apenas os casos que chegaram ao conhecimento do órgão — muitos outros sequer são notificados.
A crítica é inevitável. Falta atenção no trânsito, mas, acima de tudo, falta responsabilidade e empatia. Atropelamentos podem até ocorrer de forma acidental, mas abandonar um animal ferido é uma escolha — e uma escolha que revela desumanidade.
O secretário de Proteção Animal, Fabrício Mazotti, reforça esse ponto: “Não se trata apenas de um acidente, mas de como se reage a ele. O socorro pode salvar vidas e evitar sofrimento desnecessário.”
Do ponto de vista legal, essa omissão não passa impune. A Lei de Crimes Ambientais prevê punições para atos de maus-tratos contra animais, o que pode incluir a negligência em prestar socorro. Dependendo da situação, o responsável pode responder criminalmente, com pena de detenção e multa. Na esfera civil, também pode ser obrigado a arcar com custos de tratamento e indenizações, especialmente quando o animal possui tutor.
Ou seja: além de imoral, abandonar um animal ferido pode ser crime.
A orientação é clara e deveria ser seguida por todos: ao atropelar ou encontrar um animal ferido, o motorista — ou qualquer cidadão — deve acionar imediatamente o Departamento de Proteção Animal ou um médico veterinário. Ignorar a situação não é uma opção aceitável.
Mudar esse cenário exige conscientização, mas também atitude. Reduzir a velocidade, manter atenção constante nas vias e, principalmente, agir com empatia são deveres básicos de quem está ao volante.
Porque respeito à vida não pode ser seletivo. E quem foge da responsabilidade também deve responder por suas consequências.
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