ILHA SOLTEIRA - Em sessão na Câmara Municipal de Ilha Solteira, o presidente da Casa o vereador Ricardo Casagrande, e os vereadores Tomate, Elaine Bonete e também vereador Alberto dos Santos Júnior contestaram duramente a fala do líder do governo na Câmara, o vereador Sargento Carlos, durante discussão sobre um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) que tratava de restrições à atuação parlamentar em repartições públicas, especialmente na área da saúde.
O debate foi marcado por acusações, divergências sobre o alcance do decreto e defesa do papel fiscalizador do Legislativo.
Críticas do vereador Ricardo Casagrande
O vereador Ricardo Casagrande foi um dos principais críticos da medida e das falas do líder do governo. Em seu discurso, ele classificou o decreto como uma tentativa de “restringir” o trabalho dos vereadores, interpretando a medida como uma forma de impedir a fiscalização em órgãos públicos.
Ricardo também acusou o governo municipal de postura autoritária e demagógica, afirmando que o prefeito teria feito promessas de campanha que não estariam sendo cumpridas. Ele reforçou que a Câmara tem o dever constitucional de fiscalizar o Executivo e afirmou que a população estaria sendo prejudicada por falhas na saúde pública e na gestão de serviços essenciais.
O vereador ainda contestou a interpretação dada pelo líder do governo sobre o termo “restringir”, alegando que, na prática, o decreto significaria impedir o acesso de parlamentares a áreas assistenciais.
Posicionamento do vereador Tomate
O vereador Tomate também se manifestou contra o decreto e a fala do líder do governo. Ele reforçou que a função fiscalizadora dos vereadores não pode ser limitada por normas administrativas e afirmou que o Legislativo tem legitimidade para atuar em defesa da população.
Tomate questionou a situação da saúde no município, relatando denúncias de demora no atendimento no pronto-socorro e falta de estrutura. Em sua fala, defendeu que a população deve ser ouvida e criticou a gestão municipal, afirmando que há falhas na prestação de serviços essenciais.
Manifestação da vereadora Elaine Bonete
A vereadora Elaine Bonete respondeu diretamente às acusações relacionadas ao decreto e às falas do líder do governo. Ela afirmou que nunca entrou em unidades de saúde sem autorização e contestou insinuações feitas durante o debate.
Ela também trouxe denúncias relacionadas ao ambiente político interno, afirmando que vereadores seriam alvo de críticas em grupos ligados à administração municipal. Em sua fala, reforçou problemas na saúde pública, como falta de estrutura e dificuldades no atendimento à população, além de defender o direito dos parlamentares de fiscalizar serviços públicos.
Posição do presidente da Câmara, Alberto dos Santos Júnior
O presidente da Câmara, Alberto dos Santos Júnior, também criticou o decreto e o entendimento do Executivo sobre a atuação dos vereadores. Ele afirmou que a medida poderia representar uma forma de impedir a fiscalização em áreas sensíveis, como a saúde.
Durante sua fala, o parlamentar destacou relatos de moradores sobre a demora no atendimento no pronto-socorro e defendeu o papel dos vereadores como intermediários entre a população e o poder público. Ele questionou ainda a eficiência da gestão da saúde municipal e afirmou que o Legislativo não pode ser impedido de exercer sua função fiscalizadora.
Votação do PDL
Após os debates, o Projeto de Decreto Legislativo foi colocado em votação e aprovado por maioria.
Votos favoráveis:
- Alberto dos Santos Júnior
- Alex
- Tomate
- Elaine Bonete
- Cido
- Valdir do Motáxi
- Murilo Lima
- Ricardo Casagrande
Voto contrário:
- Sargento Carlos
O projeto foi aprovado por ampla maioria, consolidando o entendimento do Legislativo favorável ao PDL e contrário à posição defendida pelo líder do governo.

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