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Segunda-feira, 08 de Junho 2026
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Vereadores denunciam supostas irregularidades em aterro sanitário e gestão de resíduos de Ilha Solteira

Documentação encaminhada à CETESB aponta problemas na destinação de resíduos, operação do aterro sanitário e manejo de chorume; Prefeitura apresentou esclarecimentos sobre as medidas adotadas

Vereadores denunciam supostas irregularidades em aterro sanitário e gestão de resíduos de Ilha Solteira
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A Redação de Reportagem do Portal Noroeste Paulista recebeu com exclusividade, por meio da assessoria do vereador Alessandro "Tomate" Rodrigues, uma documentação contendo denúncias e informações relacionadas a supostas irregularidades na gestão de resíduos sólidos de Ilha Solteira. O material reúne relatórios de fiscalização, requerimentos legislativos, respostas da Prefeitura Municipal e uma representação protocolada junto à Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), envolvendo questionamentos sobre a operação do aterro sanitário municipal, da Área de Transbordo e Triagem (ATT) e da destinação de resíduos recicláveis e orgânicos no município.

Os documentos revelam uma série de apontamentos apresentados por vereadores da Câmara Municipal e encaminhados aos órgãos competentes para análise e eventual adoção de providências.

Fiscalização teve início em 2025

De acordo com a documentação, os fatos tiveram origem em um Relatório Técnico de Fiscalização elaborado por vereadores da Câmara Municipal em 26 de agosto de 2025. O relatório foi posteriormente complementado por um Boletim de Ocorrência Ambiental lavrado pela Polícia Militar Ambiental.

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Segundo os documentos, os parlamentares apontaram supostas irregularidades na gestão dos resíduos sólidos do município, incluindo descarte inadequado de materiais recicláveis e orgânicos, utilização de célula do aterro considerada próxima da saturação, questionamentos sobre a operação da Área de Transbordo e Triagem (ATT), acúmulo de rejeitos na Cooperseli e possível omissão administrativa diante de alertas técnicos emitidos anteriormente.

Denúncia foi protocolada na CETESB

Em 10 de setembro de 2025, os vereadores Alberto dos Santos Junior, Ricardo Casagrande e Alessandro dos Santos Rodrigues protocolaram uma denúncia ambiental junto à Agência Ambiental da CETESB, em Jales.

Na representação, os vereadores apontam como denunciado o prefeito municipal de Ilha Solteira, Rodrigo Batista Gonçalves, e solicitam a realização de fiscalização nos locais mencionados, além da adoção de medidas administrativas e ambientais consideradas necessárias.

Entre os pedidos encaminhados à CETESB estão:

  • Fiscalização imediata no aterro sanitário, na Área de Transbordo e Triagem (ATT) e na Cooperseli;
  • Aplicação das penalidades cabíveis em caso de constatação de irregularidades;
  • Reavaliação da licença de operação do aterro sanitário;
  • Implantação da chamada Célula 6 para ampliação da capacidade de destinação de resíduos;
  • Adoção de medidas para contenção de chorume;
  • Comunicação dos fatos ao Ministério Público e ao IBAMA para conhecimento e providências cabíveis.

O que foi denunciado

Conforme consta na representação apresentada pelos parlamentares, as principais denúncias envolvem:

  1. Suposto descarte irregular de resíduos recicláveis e orgânicos no aterro sanitário;
  2. Operação da Célula 5 do aterro em condições consideradas inadequadas pelos denunciantes;
  3. Descumprimento das condições de utilização da Área de Transbordo e Triagem (ATT);
  4. Acúmulo de rejeitos e chorume nas dependências da Cooperseli;
  5. Suposta omissão de gestores públicos diante de apontamentos técnicos relacionados à área ambiental.

Os vereadores afirmam que essas situações poderiam representar riscos ambientais, incluindo eventual contaminação do solo e das águas subterrâneas, além de possíveis impactos à saúde pública.

Câmara questionou responsabilidades e multas ambientais

A documentação também mostra que, em janeiro de 2026, vereadores apresentaram requerimento solicitando informações detalhadas sobre multas ambientais aplicadas pela CETESB ao município durante o ano de 2025, bem como esclarecimentos sobre eventuais responsabilidades administrativas e medidas adotadas pela Prefeitura.

No documento, os parlamentares questionaram se haviam sido identificados responsáveis pelas áreas autuadas, se foram instaurados processos administrativos para apuração dos fatos e se existia a possibilidade de ações de ressarcimento aos cofres públicos em relação às multas eventualmente pagas pelo município.

Prefeitura apresentou resposta oficial

Em resposta encaminhada à Câmara Municipal em março de 2026, a Prefeitura de Ilha Solteira informou que a gestão e a fiscalização ambiental são realizadas de forma institucional e coletiva pelos setores técnicos da administração pública.

O Executivo também afirmou que a responsabilização individual depende da conclusão dos procedimentos administrativos adequados, observando o direito à ampla defesa e ao contraditório.

Segundo a resposta, as áreas relacionadas às autuações ambientais estão vinculadas à Secretaria de Agronegócios e à Secretaria de Obras, sendo informado ainda que os procedimentos internos estavam sendo revisados para evitar novas autuações.

Medidas anunciadas pela administração municipal

A Prefeitura também informou que, após o recebimento dos autos de infração ambiental, a prioridade passou a ser a interrupção dos danos identificados e a regularização ambiental das áreas apontadas.

Entre as medidas descritas estão:

  • Utilização de caminhões-pipa e máquinas para controle de focos de incêndio e fumaça;
  • Reforço na fiscalização de entrada de veículos nas áreas de descarte;
  • Ampliação dos procedimentos de triagem e separação de materiais;
  • Estudos para destinação adequada dos rejeitos acumulados na Cooperseli;
  • Continuidade dos trâmites para publicação do edital da nova célula do aterro sanitário.

A administração municipal informou ainda que, naquele momento, não havia sido constatada responsabilidade individual capaz de justificar eventual ação regressiva contra servidores públicos.

Caso segue sob acompanhamento

A documentação analisada demonstra que o tema vem sendo acompanhado por vereadores, órgãos ambientais e pela própria administração municipal desde 2025.

Os documentos indicam que as denúncias foram encaminhadas à CETESB e que os vereadores solicitaram, ainda, o conhecimento dos fatos por parte do Ministério Público e do IBAMA.

Até o momento, os materiais analisados mostram a existência de denúncias, requerimentos, respostas oficiais e pedidos de fiscalização. Eventuais conclusões sobre irregularidades, responsabilidades ou aplicação de penalidades dependem das análises técnicas e administrativas realizadas pelos órgãos competentes.

FONTE/CRÉDITOS: Portal Noroeste Paulista

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