O mercado físico do boi gordo registrou negociações mais aquecidas ao longo de maio, impulsionado pela expectativa em torno da Copa do Mundo e pela aposta dos frigoríficos em uma demanda doméstica mais firme.
Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, também chamou atenção durante o mês o bom volume de carne bovina exportado para os Estados Unidos, país-sede do torneio.
Apesar da maior movimentação nos negócios, os preços da arroba do boi gordo oscilaram entre estabilidade e queda na maior parte das praças de comercialização do Brasil, refletindo um cenário de oferta mais confortável.
A exceção, de acordo com Iglesias, ficou por conta de Pará e Rondônia, onde as cotações avançaram diante da maior retenção de oferta por parte dos pecuaristas, favorecida pelas boas condições das pastagens.
Ao longo do mês, o setor também monitorou os embarques destinados à China, diante da expectativa de esgotamento da cota de importação destinada ao Brasil entre junho e julho. Até o momento, porém, não houve avanços significativos no pedido brasileiro de ampliação das cotas, tema discutido durante missão encerrada na última semana no país asiático.
Os preços do boi gordo na modalidade a prazo estavam assim em 28 de maio:
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São Paulo (Capital) – R$ 355,00 a arroba, inalterado frente ao final de abril.
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Goiás (Goiânia) – R$ 330,00 a arroba, queda de 2,94% frente aos R$ 340,00 registrados no final do mês anterior.
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Minas Gerais (Uberaba) – R$ 325,00 a arroba, baixa de 4,41% perante os R$ 340,00 praticados no fechamento do mês semana passado.
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Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 350,00 a arroba, sem mudanças frente ao encerramento do mês anterior.
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Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 355,00 a arroba, recuo de 1,39% frente aos R$ 360,00 praticados no fechamento do mês passado.
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Rondônia (Vilhena) – R$ 335,00 a arroba, avanço de 1,52% perante os R$ 330,00 praticados no fechamento do mês anterior.
Atacado
No mercado atacadista, os preços da carne bovina recuaram ao longo de maio diante da maior competitividade de proteínas concorrentes, como carne de frango e suína.
Segundo Iglesias, a expectativa do mercado é de recuperação dos preços na primeira quinzena de junho, período em que será realizada a Copa do Mundo, o que pode estimular o consumo de carne bovina.
O quarto dianteiro foi precificado em R$ 21,50 por quilo no dia 28 de maio, queda de 8,51% frente aos R$ 23,50 por quilo registrados no fim de abril.
Já os cortes do traseiro bovino foram cotados a R$ 27,00 por quilo, recuo de 5,26% em relação aos R$ 28,50 praticados no encerramento do mês anterior.
Exportações
As exportações brasileiras de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada renderam US$ 1,321 bilhão em maio até o momento, considerando 15 dias úteis, com média diária de US$ 88,072 milhões.
O volume total embarcado alcançou 203,480 mil toneladas, com média diária de 13,565 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 6.492,40.
Na comparação com maio de 2025, houve avanço de 63,1% no valor médio diário exportado, alta de 30,7% na quantidade média diária embarcada e ganho de 24,8% no preço médio da tonelada.
Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.
Portal Noroeste Paulista
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